domingo, 7 de fevereiro de 2016

Censo de 1872, único a registrar população escrava -




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Censo de 1872, único a registrar população escrava, está disponível

Levantamento teve as contas corrigidas e foi colocado na internet para consulta


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Negros, vitimas esquecidas do nazismo - Geledés


http://www.geledes.org.br/negros-vitimas-esquecidas-do-nazismo/

Negros, vítimas esquecidas do nazismo


Publicado há 4 dias - em 3 de fevereiro de 2016 » Atualizado às 10:00
Categoria » Questão Racial
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As pessoas de cor também estiveram na mira de Hitler, mas poucos historiadores cuidam do tema, apresentado agora pela primeira vez numa exposição no Centro de Documentação do Nazismo, em Colônia.
No DW
Início dos anos 30 na Alemanha. Os rádios transistorizados tocam jazz. Josephine Baker dança suas criações, que se tornariam lendárias. Nos salões de baile na capital alemã, as pessoas dançam entusiasmadas o ritmo da moda. Música negra é chique, moderna, na República de Weimar. Composta por Ernst Krenek, a ópera Jonny spielt auf, sobre um músico negro de jazz, torna-se um sucesso em 1927.
Josephine Baker, 1936
Josephine Baker, 1936
Mas a vida de quem tem pele de cor na Alemanha passa a ser cada vez mais perseguida pela sombra do nazismo e suas idéias desvairadas sobre o “puro” povo alemão. Ao lado dos judeus e dos políticos oposicionistas, os negros eram um cisco no olho ariano de Hitler e seus homens. E assim o destino de todos eles foi sacramentado pela Lei das Raças, de 1933.
Esta parte da história alemã está apresentada agora na primeira exposição do mundo sobre o tema. “Identificação especial: preto – Negros no Estado Nazista” (Besonderes Kennzeichen: Neger – Schwarze im NS-Staat) reúne pôsteres, panfletos, filmes, áudios e fotos e está à disposição do público num local mais do que autêntico: o Centro de Documentação do Nazismo em Colônia. O velho prédio pertenceu à Gestapo, a polícia secreta de Hitler, que ali interrogava e torturava suas vítimas.
Soldados franceses no campo de prisioneiros de guerra de Luckenwalde
Soldados franceses no campo de prisioneiros de guerra de Luckenwalde
Passado desprezado – Até hoje a história do negros que viviam na Alemanha antes da subida ao poder dos nazistas permanece desconhecida do grande público. Naquela época, não era apenas através da cultura que os negros se sobressaíam, mas também com sua presença nas ruas: imigrantes do Caribe, africanos, norte-americanos negros que haviam fugido da crise econômica nos EUA para a Alemanha, diplomatas, imigrantes das colônias e marinheiros. Idealizador da exposição, Peter Martin, da Fundação de Incentivo à Cultura e Ciência, de Hamburgo, estima em 10 mil o número de pessoas de cor residentes na Alemanha naquela época.
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Eram negras e negros que haviam construído suas vidas na Alemanha, se casado com alemães e alemãs e com eles gerado filhos – os chamados Rheinlandbastarde (bastardos da Renânia). Muitos deles foram mais tarde esterilizados à força pelos nazistas. A máquina de propaganda nazista atacava as pessoas de cor. Eram rotuladas como uma perigosa peste. E assim elas sumiram da vida pública. O que restou foi uma montanha de papéis da burocracia. As pessoas simplesmente desapareceram, segundo Martin, que há anos dedica-se à história da minoria negra na Europa.
Destino ignorado – O denuncismo, sobretudo através da imprensa, estava na ordem do dia. Cartazes apresentavam os negros como um perigo para as mulheres alemães. O que aconteceu com a maioria deles, de 1933 a 1945, é difícil de saber. Muitos conseguiram deixar o país a tempo. Outros foram enviados para os campos de concentração. Não poucos serviram de cobaias para pesquisas dos nazistas.
Negro ataca uma mulher em cartaz de propaganda
Negro ataca uma mulher em cartaz de propaganda
Talvez tenham sido centenas, possivelmente milhares os que morreram. Em apenas 15 a 20 casos os historiadores encontraram provas de assassinato por nazistas, ressalta Martin, que conseguiu montar a atual mostra graças a donativos financeiros de Jan Philipp Reemtsma, realizador da polêmica exposição Crimes da Wehrmacht.
Campo de concentração de Dachau, 1945
Campo de concentração de Dachau, 1945

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Documentário sobre raízes africanas do Tango


http://blackpagesbrazil.com.br/?p=5068

Documentário sobre raízes africanas do Tango exibido em Cabo Verde


"Tango Negro" – Raízes Africanas do Tango" é um intenso e controverso documentário de Dom Pedro que chega esta semana a Cabo Verde para mostrar de forma transparente e melódica a forte influência negra do tango argentino. tango_negro
Com este documentário, o realizador angolano residente em França há 40 anos desconstrói os mitos à volta das origens do Tango e traz ao de cima as fortes raízes africanas veemente negadas e até desconhecidas desta música que se tornou o símbolo da Argentina – embora teses sólidas apontem que nasceu no Uruguai. Dom Pedro mostra com este documentário a contribuição dos escravos levados da África Central para a América Latina na criação do Tango. A narrativa vai de intensas interpretações do tango: tocado, dançado e cantado e estende-se com testemunhos legitimados por personagens directamente ligados ao mundo musical argentino: músicos, académicos e construtores de instrumentos, numa arrebatadora harmonia que mais parece um casal a dançar o tango. Já foi apresentado na Praia e vai ser projectado em São Vicente.
“Tango Negro” foi esta terça-feira à noite exibido na Livraria Pedro Cardoso, Fazenda, Praia, numa sala bem composta onde os olhos mantiveram-se fixos na tela a desfrutar os depoimentos e da autêntica aula da cultura negra argentina. Um filme de 93 minutos, lançado em 2013 e que levou 10 anos a ser concretizado. Ganhou, com a participação do conhecido pianista Juan Carlos Caceres que canta, toca e conta a história do tango, uma dinâmica que tornou a coisa numa autêntica aula desta música "caliente". Vai até às raízes afro-argentinas e traz à tona uma interessante história contada na primeira pessoa por um variado leque de personagens directamente envolvidas no tango argentino. Conta a história do tango e mostra a sua evolução alicerçada na negação/desconhecimento das suas bases negras sem esquecer os outros importantes "inputs" levados pelos migrantes europeus, principalmente italianos e espanhóis.
Não obstante ser ainda um filme "novo" (2013), este trabalho já foi premiado e tem percorrido vários países: Levou o Prémio do Festival Internacional de Cinema de Luanda em 2013; maior filme documentário do festival de Montreal, Canadá. Foi ainda eleito pelos jornalistas africanos a trabalhar na Europa, como o melhor filme africano de 2013 e ganhou aquele que é, até agora, o mais importante para o realizador: “Resistência, Liberdade e Herança” da UNESCO, inserido no programa da rota dos escravos. "É maravilhoso ver o meu filme reconhecido e premiado pelos experts da UNESCO", disse visivelmente satisfeito Dom Pedro, à saída da exibição do filme, precedida por uma tertúlia.
Com este trabalho, Dom Pedro quis, como tem vindo a fazer no seu vasto leque de filmes, realçar o “orgulho negro”. “É necessário que façamos um trabalho de correcção para sermos capazes de contar a nossa história nós próprios e trazer ao de cima as verdades”. Este é o caminho que Dom Pedro quer continuar a percorrer, papel que realça necessitar de mais apologistas africanos “para que tudo o que é o bom africano seja mostrado com orgulho”. Para este realizador angolano, que já vive há mais de 40 anos em França, é necessário que se reconheça a importância da imagem para a educação de um continente em que a iliteracia é ainda elevada.
Tango Negro chega a Cabo Verde no âmbito da comemoração do 20º aniversário do projecto "A Rota dos Escravos: Lições do Passado, Valores para o Futuro" da UNESCO que tem como objectivo fazer falar o silêncio à volta da maior vergonha da humanidade: A escravatura.
Depois da Cidade da Praia, está a ser exibido em São Vicente, ontem no Centro Cultural do Mindelo e hoje, 06, será a vez da Uni-Mindelo às 19 horas. Vale a pena ir assistir a esta aula de tango.

MAIS DE 70% DOS CASOS DE INTOLERÂNCIA NO RIO ATINGEM RELIGIÕES AFRO

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/214214/Mais-de-70-dos-casos-de-intoler%C3%A2ncia-no-Rio-atingem-religi%C3%B5es-afro.htm